A segunda Besta

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APOCALIPSE 13:

11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão.
12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.
13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;
14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,
17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

No versículo 11 é introduzido na profecia um outro símbolo.

A linguagem do profeta é:
“vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes ao de um cordeiro.”

Tanto a aparência desta besta quanto a maneira como ela surgiu indicam que o poder (therion) que ela representa tem características completamente diferentes das que foram mostradas anteriormente.

Voltemos um pouco nas bestas apresentadas no livro de Daniel. No capítulo 2: 25-46 temos a profecia a respeito dos quatro reinos que dominariam a terra desde os tempos de Daniel até a 1ª vinda de Jesus. Neste texto lemos que o Rei Nabucodonor sonhou com uma estátua que tinha a cabeça de ouro; peito e braços de prata; barriga e coxas de bronze; pernas de ferro, com pés em parte de ferro e parte de barro.

No v. 38 temos a chave para entender a visão. Deus manda dizer para o rei que ele era a cabeça de ouro. Sendo assim, os quatro reinos (bestas) acima seriam o Império Babilônico (rei Nabucodonor), Império Medo-Persa, Império Grego e Império Romano (justamente o que reinava na época da primeira vinda de Jesus).

Lembre que este 4º reino é a mesma 1ª besta do livro de Apocalipse, A QUE SOBE DO MAR, que foi se transformando, pouco a pouco, de império político em império religioso. Por isto a profecia faz referência aos pés que são parte de ferro e parte de barro… Esta besta teve seu declínio em 1798, como vimos. Seu poder foi obstado pelos ideais da Revolução Francesa.

Que império surgia nesta época, foi pouco a pouco aumentando seu domínio, a ponto de dominar o mundo de hoje?

Não precisamos fazer muita força para constatar que quem domina o mundo de hoje são OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA.

Após identificar a Primeira Besta (o Papado) fica fácil identificar a Segunda (EUA), pela simples observação da História e política mundial. No entanto, não precisamos confiar apenas nisto, nesta observação. A profecia nos dá a certeza de que estamos mesmo nos tempos da Segunda Besta!

Aqueles quatro reinos que dominaram o mundo antes da primeira vinda de Jesus (Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma), descritos em Daniel 2 (como partes da estátua), foram apresentados no capítulo 7 como feras rapinantes, animais, que surgiram quando “os quatro ventos do céu combatiam no mar grande”.

Daniel 7: 2-3 –

“Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Grande Mar. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar…”

Está lembrado que águas são povos e nações? (Ap 17:15)

Mas e o vento? O que significa dizer que as nações eram agitadas pelo vento?

Novamente é a Bíblia que oferece a interpretação! Em Jeremias 4:11-13 lemos o seguinte:

“Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalém: Um vento seco das alturas do deserto veio ao caminho da filha do meu povo; não para padejar, nem para limpar; Mas um vento mais veemente virá da minha parte; agora também eu pronunciarei juízos contra eles. Eis que virá subindo como nuvens e os seus carros como a tormenta; os seus cavalos serão mais ligeiros do que as águias; ai de nós, que somos assolados!”

O trecho acima nos mostra o Senhor dizendo que enviaria um outro povo para guerrear contra Jerusalém, e o compara a um vento muito forte que traria juízo.

A mesma comparação nós encontramos em Salmos 55:1-9.

Portanto, quando a Bíblia fala dos ventos combatendo no mar está mostrando os povos e nações em guerras e contendas. Está mostrando as cenas de conquista e revolução pelas quais estes reinos atingiram o poder.

As bestas anteriores surgiram neste cenário de conflito, em local já habitado por muitos povos e nações.

Já com a Besta que sobe da terra aconteceu o contrário: ela surgiu em local deserto e de maneira pacífica.

Não foi isto mesmo que aconteceu? Os EUA em vez de subverter outras potências para se estabelecer, surgiu em um território desocupado, cresceu gradual e pacificamente, sem os ventos turbulentos que agiram no surgimento dos outros quatro impérios.

Reiteradas vezes, ao descreverem sua origem e crescimento, escritores tem emitido inconscientemente o mesmo pensamento, quase empregando as mesmas palavras da profecia.

Um escritor descrevendo a origem dos EUA,  fala do “mistério de sua procedência do nada”, e diz: “Semeando a semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império.” (G.A. Townsend, The New World Compared with the Old, pág. 462).

Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos EUA como um império maravilhoso, que estava “emergindo” e ” no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder  e orgulho” (The Dulin Nacion).

A evidência histórica (queda do império romano religioso e aparecimento do império americano) casa perfeitamente com a evidência bíblica (besta que sobe do mar x besta que sobe da terra).

A segunda besta é um poder que tem dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas fala como dragão.

APOCALIPSE 13

“11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão.”

O que isto quer dizer?

O cordeiro é símbolo de Jesus, conforme Isaías 53:7, João 1:29, 1Pedro 1:19, Apocalipse 7:9 e ainda 1Coríntios 5:7 (

“Pois Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado.”)

 Quer dizer que este é um poder que se diz cristão, mas ao invés de falar como Jesus, fala como o dragão. A “fala” da nação são os atos de suas autoridades executivas, legislativas e judiciárias. A Segunda Besta, por estes atos, desmente os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política.

Percebe a contradição entre o que professa e pratica a nação aí representada? Não é isto que vemos todos os dias nos noticiários?

Apocalipse 20:02 nos afirma que o Dragão é Satanás…

A respeito deste reino, a profecia continua dizendo que:

12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.

A mesma autoridade da Primeira a Segunda possui, e na sua presença, ou seja, elas coexistem. A Primeira perdeu o seu reino em 1798, quando Napoleão Bonaparte acreditou ter lhe dado um golpe mortal, ao tomar as suas terras e prender o Papa Pio VI. No entanto, alguns anos mais tarde o Papado foi restaurado e voltou a ter alguma influência. Por isto a profecia afirma no mesmo versículo que a sua ferida mortal (que era para morte) foi curada.

Por ora, as duas bestas de Apocalipse coexistem pacificamente. A Primeira reinou durante 1260 anos. A segunda surgiu por volta de 1760 e podemos dizer que começou a reinar sobre as outras nações, a se comportar como um império, por volta de 1945, na II Guerra Mundial. Neste ponto da História já era a detentora de metade do PIB mundial. Sua intervenção na I Guerra Mundial e na II Guerra Mundial foi esperada pelas demais nações como uma solução para a pacificação do conflito.

Entenda agora uma coisa importante: até aqui falamos de profecia cumprida. Daqui para frente veremos o quê a Segunda Besta ainda fará.

O REINADO DA SEGUNDA BESTA

A profecia afirma (Apocalipse 13) que o trabalho da Segunda Besta é fazer com que a terra e os que nela habitam adorem a Primeira (v.12). Os versos 14 e 15 ainda afirmam que ela dirá aos que habitam sobre a terra para fazerem uma imagem à Primeira Besta. E “terra” na profecia não se refere a nosso planeta Terra. Assim como o mar são povos multidões, línguas e nações, sobre os quais a Primeira Besta reina, os que habitam sobre a terra são aqueles sobre os quais a Segunda reina.

A IMAGEM DA BESTA

Apocalipse 13: 14-15 afirma que o seguinte:

14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.
15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.

No versículo 14, vemos que a segunda besta dirá àqueles sob os quais reina (habitantes da terra) para fazerem uma imagem à Primeira Besta, ou seja, trabalhará para que façam uma imagem à Igreja Romana.

Quando a Palavra fala de imagem não está falando de uma estátua erguida para ser adorada. Não é isto o que o texto diz.

Precisamos da Chave para entender o sentido da profecia!

Vejamos a aplicação desta palavra no restante da Bíblia:

(Gênesis 1:26) –  “

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.”

(Gênesis 5:3) –

 “E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete.”

(1 Coríntios 15:49) –

“E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.”

Vemos que “imagem” é algo que se parece com o original, é semelhante ao original, carrega as características do original, mas não é o original.

Assim, o papel do Império Americano é transformar a igreja de Jesus, novamente, na imagem da igreja liderada pelo Papado.

Quando a igreja primitiva se corrompeu, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, ela perdeu o Espírito e o Poder de Deus. Para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disto resultou o papado e uma igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer os seus próprios fins, especialmente na punição da “heresia”.

O que fez a igreja primitiva, que obedecia ao Senhor, andava na simplicidade do verdadeiro evangelho de Cristo, se transformar na igreja prostituta descrita em Apocalipse 17? O que aconteceu com ela que a fez perder o foco a ponto de produzir o Papado? Esta é a pergunta que precisamos responder para entender esta questão.

São muitos os fatores, mas posso apontar dois que considero essenciais, o afastamento da verdade e a hierarquização ocorrida em sua liderança.

BREVE RESUMO DA HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

A história nos conta que, porque os judeus rejeitaram a Jesus, em 70 DC, Jerusalém foi completamente destruída.

Interessante é notar que quando isto aconteceu os discípulos e os primeiros cristãos não estavam mais em Jerusalém, pois creram na palavra profética de Jesus.

Em Mateus 24, Jesus advertiu que:

“15 Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), 16 então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; 17 quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, 18 e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa”.

O evangelho de Lucas (Lucas 21) nos dá uma idéia ainda mais precisa de como isto aconteceria:

“20 Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. 21 Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela. 22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. 23 Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo. 24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem.”

Antes da destruição houve sinais prenunciando a condenação dos judeus:

apareceu uma luz sobrenatural sobre o templo, sons misterioros, tremor de terra e a porta oriental se abriu sozinha, à meia-noite (seriam necessários mais de vinte homens para isto!).

Jesus disse aos discípulos para fugirem quando vissem a abominação da desolação no lugar santo, ou seja, quando os exércitos estivessem cercando Jerusalém (Lc 21:20). E este sinal foi dado por Céstio, que liderando os romanos, cercou a cidade.

Crendo na profecia, quando avistaram os estandartes dos romanos prontos para entrar em Jerusalém, os cristãos tiveram tempo para fugir para a cidade de Pela, além do Jordão.

Inexplicavelmente, após cercar a cidade, Céstio decidiu abandoná-la. Era Outono de 67 DC. Os judeus, que estavam todos reunidos na cidade para a Festa dos Tabernáculos, perseguiram os romanos em retirada e tiveram uma aparente vitória.

No entanto, Tito reassumiu o cêrco na Páscoa, exatamente três anos e meio depois, na Primavera de 70 DC, quando os judeus não estavam esperando. A destruição da cidade foi inevitável. Acreditando que o templo jamais seria destruído, os judeus se amontoaram lá dentro. O próprio Tito fez pressão para que se rendessem, a fim de salvar o templo. Mas Jesus já tinha predito que não ficaria ali pedra sobre pedra. Morreram nesta batalha milhares de pessoas e os sobreviventes foram levados como escravos, mortos nas arenas ou dispersos.

O Império Romano começa, então, a perseguir a Igreja de Jesus, espalhada agora por muitas cidades. Até 250 DC esta perseguição tinha sido apenas local e esporádica, fruto da ação popular. Mas a partir de então a perseguição se tornou violenta, fruto consciente do governo.

Nesta época, o sangue dos mártires se tornou a semente da igreja, pois quanto mais os cristãos eram perseguidos e morriam nas arenas, mais crescia a igreja, uma igreja até aqui fiel à Palavra de Deus.

Como a perseguição física não adiantou, pois o evangelho continuou a espalhar-se, a nova estratégia de Satanás foi corromper a fé genuína e isto aconteceu por meio do Imperador Constantino, quando este subiu ao poder em 313 DC.

Constantino encarou o fato de que três séculos de perseguição contra os cristãos não tinham erradicado esta “seita”. Estes “seguidores do caminho” chegavam até a orar pelos imperadores e soldados que os perseguiam e matavam! Por que não tirar proveito dessa lealdade exemplar aos reis e reinos e que parecia ser parte desta religião?

Os cristãos eram trabalhadores esforçados, nunca se embebedavam e nunca se rebelavam contra o governo. Por que não encorajá-los e dar-lhes plenos direitos? Talvez sua filosofia se espalhasse para outros cidadãos e isto fortaleceria o império…

Para dar validade a essa estratégia, o próprio Constantino alegou ter se tornado cristão, embora continuasse a liderar o sacerdócio pagão e a presidir as cerimônias nos feriados religiosos pagãos. Continuou a ser adorado como Deus, se tornando o cabeça da igreja cristã. E isto era desculpado pelos cristãos, em troca do apoio que Constantino dava às igrejas. A Igreja se corrompe em troca de tolerância. Fazendo-se passar pelo melhor amigo da igreja, Constantino tornou-se seu destruidor.

Cristo recusou a oferta satânica dos reinos deste mundo às custas de curvar-se perante Satanás. Mas num momento de fraqueza uma igreja cansada de perseguição aceitou a mesma oferta, apresentada desta vez por um imperador romano.

Conversões por conveniência se multiplicaram e a corrupção chegou rapidamente ao primeiro escalão da Igreja. Os costumes do paganismo ingressaram quase imperceptivelmente na igreja, corrompendo-a .

Tudo isto foi o começo do catolicismo romano. O domínio de Roma não vinha mais do poderio militar, mas passou a ser exercido por uma hierarquia religiosa que alegava ter herdado as chaves do Reino de Deus.

A adoração de imagens e relíquias foi introduzida, bem como foi alterada a Lei de Deus, o que já vimos anteriormente.

A apostasia vinda da união da igreja com Roma pagã, iria resultar no estabelecimento do poder papal, cumprindo o disposto em II Tessalonicenses 2:

1Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, 2Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. 3Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, 4O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. 5Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? 6E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. 7Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; 8E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 9A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, 10E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. 11E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; 12Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.”

Mediante a leitura dos versos precedentes, observa-se que a referência é à volta de Jesus; isto é, Cristo não virá sem que antes ocorra a apostasia, cujo resultado é o aparecimento do poder denominado de “homem da iniquidade” e “filho da perdição”.

Apostasia é o afastamento da verdade; portanto, a Igreja de Cristo deveria experimentar um declínio espiritual. Isso resultaria no surgimento da Besta, e, posteriormente, do Anticristo, que se estabeleceria no santuário de Deus.

Perceba que Paulo não está falando aqui de um templo literal, mas do próprio Cristianismo.

Vejamos o que ele mesmo escreveu em Efésios 2:20 e 21:

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor.”

Assim, Paulo estava prevendo que uma apostasia generalizada promoveria o advento de um poder que se estabeleceria dentro da própria Igreja Cristã, que se assentaria no coração dos cristãos, no lugar que somente deveria ser ocupado por Jesus Cristo.

A profecia de Paulo cumpriu-se em 538 DC, no séc. VI, quando surgiu o poder papal, com o Edito de Justiniano. Foi Justiniano quem decretou que o bispo de Roma estaria acima dos bispos de outras cidades, pelo fato de que Roma era a capital do império e dominava o mundo político daqueles dias.

Se levantou um poder que, usando o nome de Deus e atribuindo-se a prerrogativa de ser a Igreja de Deus, perseguiu a verdadeira Igreja. E tudo pelo simples motivo de que esta teimou em manter a doutrina bíblica pura, do jeito que Jesus ensinou quando esteve na Terra.

O acesso da igreja de Roma ao poder assinalou o início do período tenebroso da Idade Média. Aumentando seu poderio, mais se adensavam as trevas. Cumpriu-se Apocalipse 13:2 “O dragão deu à besta o seu poder e o seu trono e grande poderio.”

De Cristo, o verdadeiro fundamento, transferiu-se a fé para o Papa. Em vez de confiar no Filho de Deus para o perdão dos pecados e para a salvação eterna, o povo olhava para o Papa e para os sacerdotes a quem delegavam autoridade.

Ensinava-se ser o papa o mediador terrestre, e que ninguém poderia se aproximar de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus e deveria, portanto, ser obedecido.

Esquivar-se de suas disposições era motivo suficiente para se infringir a mais severa punição ao corpo e alma dos delinquentes. Assim, a mente do povo se desviava de Deus para homens falíveis, que erram e são cruéis, e, mais ainda, para o próprio Príncipe das Trevas que por meio deles exercia seu poder. O pecado se disfarçava sob um manto de santidade.

“Nós ocupamos o lugar do Deus Todo-Poderoso”. (Papa Leon XIII, numa encíclica de 20/06/1894)

“O papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas… O papa pode modificar as leis divinas, visto seu poder não provir do homem, mas de Deus, e age como substituto de Deus na Terra, com o mais amplo poder de ligar e desligar o rebanho”. (Prompta Bibliotheca, Roma, 1900)

Dias de perigo foram aqueles para a igreja de Cristo. Ensinava-se não somente a considerar o papa como seu mediador, mas a confiar em suas próprias obras para a expiação do pecado.

Pouco a pouco a igreja ia se esquecendo do que diz as Escrituras, nos versículos abaixo:

E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (Atos 4:12, falando de Jesus!)

Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. (Mateus 4:10)

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. (1Timóteo 2:5)

Longas peregrinações, atos de penitência, adoração de relíquias, ereção de igrejas, relicários e altares, bem como o pagamento de grandes somas à igreja, tudo isto, e muitos outros atos semelhantes, eram ordenados para aplacar a ira de Deus ou assegurar o Seu favor, como se Deus fosse idêntico aos homens!

Generalizou-se a adoração de imagens. Acendiam-se velas perante imagens e lhe dirigiam orações. Enquanto os próprios sacerdotes e bispos eram amantes dos prazeres, sensuais e corruptos, só se poderia esperar que o povo que os tinha como guias mergulhasse na ignorância e no vício.

Os séculos que se seguiram testemunharam o aumento constante de erros nas doutrinas emanadas de Roma. Estabeleceu-se a invocação dos santos e a adoração de Maria.

Por fim, para habilitar Roma a se aproveitar dos temores e vícios de seus adeptos, veio a doutrina das indulgências. Completa remissão de pecados, passados, presentes e futuros, e livramento de suas conseqüências, era o prometido a todos os que se alistassem nas guerras do Pontífice para estender seu domínio papal, castigar seus inimigos e exterminar os que ousassem negar-lhe a supremacia espiritual.

Ensinava-se também ao povo que, pelo pagamento de dinheiro à igreja, poderia liberar-se do pecado e igualmente libertar as almas de seus amigos falecidos que estivessem condenados.

Por estes meios, Roma abarrotou os cofres e sustentou a magnificência, o luxo e os vícios dos pretensos representantes daquele que não tinha onde reclinar a cabeça.

Aos cristãos exigia-se, sob pena de morte, confessar sua fé nestas heresias. Multidões que a isto se recusavam foram entregues às chamas da Inquisição. Outros foram obrigados a renunciar à sua fé e aceitar as cerimônias papais.

As pessoas que teimavam em obedecer a Bíblia, e somente a Bíblia, foram cruelmente perseguidas. Muitos tiveram que se esconder nas cavernas das montanhas para sobreviver, muitas foram presas e mortas diante dos reis, para dar testemunho de sua fé em Jesus, cumprindo a profecia de Mateus 24: 9-13 e Lucas 21:12-19. Babilônia se embriagou do sangue dos santos (Apocalipse 17).

A fim de Satanás manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a autoridade humana, deveria conservar o homem na ignorância das Escrituras.

A Bíblia exaltaria a Deus e colocaria o homem finito em sua verdadeira posição; portanto, suas sagradas verdades deveriam ser ocultadas e suprimidas. Esta lógica foi adotada pela Igreja de Roma. Durante séculos a circulação da Escritura foi proibida.

Ao povo era vedado lê-la ou tê-la em casa, e sacerdotes interpretavam-na de modo a favorecer suas pretensões. As missas eram celebradas em latim, para que o povo não tivesse acesso às Escrituras. Assim, o chefe da igreja veio a ser quase universalmente reconhecido como o vigário de Deus na Terra, dotado de autoridade sobre a Igreja e o Estado.

Se o povo tivesse a Palavra de Deus não teria sido enganado dessa maneira. Foi para conservá-lo sob o domínio do papado, a fim de aumentar o poderio e riqueza deste Império Religioso que a Bíblia foi retirada.

No entanto, um remanescente permaneceu fiel.

Os valdenses, ostrogodos e hérulos negaram a supremacia de Roma e rejeitaram o culto às imagens. Foram perseguidos e condenados de heresia, mas plantaram a semente da Reforma, que veio mais tarde com João Wiclief (Inglaterra), João Huss (Alemanha), e Martinho Lutero.

Nenhum indício de princípios cristãos, ou mesmo de justiça comum, se pode notar na sentença de morte imposta aos dissidentes. Antes que o caso fosse investigado, eram sumariamente declarados hereges e, no mesmo dia, exortados, acusados, julgados e condenados. Tudo isto porque o Papa se intitulava Santo Pai, a única autoridade suprema, infalível na Igreja ou no Estado!

Com a conversão nominal de Constantino, portanto, tivemos ponta-pé inicial para o desenvolvimento do Homem do Pecado, descrito em 2 Tessalonicenses 2.

Lembre-se que a principal doutrina da igreja católica é a de que o Papa é a cabeça vísivel da igreja, é sua autoridade suprema, chegando mesmo a dizer que o papa é Deus, em afronta direta ao que diz a Bíblia.

Mas lembremos que Deus jamais deu em Sua Palavra a mínima sugestão de que tivesse designado algum homem para ser cabeça da Igreja. A doutrina da supremacia papal opõe-se diretamente às Escrituras. O Papa não pode ter poder algum sobre a Igreja de Cristo, a não ser por usurpação.

Títulos blasfemos reclamados pelo Papa têm sido adornados e engrandecidos por séculos. Alguns destes aparecem em um Dicionário Eclesiástico Católico Romano, por Lucius Ferraris, intitulado “Prompta Bibliotheca Canonica”, vol VI, p. 438, 442, artigo “Papa”. A Enciclopédia Católica (The Catholic Encyclopedia), edição de 1913, vol. VI, p. 48, fala deste livro como “uma autêntica enciclopédia de conhecimentos religiosos”:

“O Papa é tão exaltado e tem tanta dignidade que não é somente um homem, mas como se fosse Deus e vigário de Deus… Portanto o Papa está coroado com uma tríplice coroa como rei do céu, da terra e das profundezas… Deste modo, se fosse possível que os anjos errassem na fé ou pudessem pensar contrário à fé, poderiam ser julgados e excomungados pelo Papa… O Papa é como se fosse Deus na terra, único soberano dos fiéis em Cristo, supremo rei dos reis, tendo a plenitude do poder, a quem Deus onipotente confiou a direção, não apenas do reino terrestre como também do celestial… O Papa pode modificar a lei divina, porque seu poder não é de um homem mas de Deus.”

Reportagens como estas são o reconhecimento da responsabilidade do papado pela morte de milhões de pessoas durante a Idade Média.

“O papa João Paulo II pediu perdão pelas guerras (religiosas) na Europa entre Católicos e protestantes durante o período da grande contra-reforma”. US News and World Report, 3/07/95.

“Nenhum protestante que tenha conhecimento competente da história porá em dúvida o fato de que a igreja de Roma tenha derramado mais sangue inocente que nenhuma outra instituição que jamais haja existido na terra. É impossível formar-se uma idéia completa da multidão de suas vítimas.” (W.E.H. Lecky, History of the rise and influence of The Spirit of Rationalism in Europe, Tomo 2, p. 32, Edição 1910.)

Calcula-se… Uma média de 40.000 assassinatos religiosos por cada ano de existência do papado.“(John Dowling. The History of Romanism, p. 541-542.)

A Bíblia predisse que em condições de pressão, que estão a ponto de ocorrer, e que veremos mais tarde, o Papado (quando se levantar novamente como Terceira Besta), e seus defensores, recorrerão novamente ao poder civil para controlar os dissidentes.

Exatamente em 1798, 1260 anos depois, um exército francês liderado pelo General Berthier, a mando de Napoleão, prendeu o Papa Pio VI (que morreu no exílio) e tomou as terras da Igreja Romana, reduzindo em muito o seu domínio no mundo.

Termina, então, a período de supremacia do papado e de perseguição acirrada sobre a Igreja de Jesus.

A profecia faz referência a um cativeiro da besta em Apocalipse 13: 9-10:

“Se alguém tem ouvidos ouça. Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.”

Os parágrafos anteriores nos mostram um pouco do caráter do Papado e do seu reino (seu sistema religioso). Verifiquem que tudo começou com o afastamento da Verdade (heresias que foram aceitas e por ele difundidas) e com sua hierarquização (criação da figura do Papa, Bispos, Cardeais, pessoas consideradas como de maior autoridade e poder sobre a vida de outras pessoas). Estes traços caracterizam a Primeira Besta e seu reino.

Agora podemos voltar ao que significa a imagem da besta.

A Segunda Besta direcionará seus esforços para transformar a igreja de Cristo, a que permaneceu fiel a Jesus, na imagem da Primeira.

“Nós, a hierarquia da Igreja Católica Romana, esperamos que todos os leais filhos da igreja cooperem com o Presidente,com todas as suas forças, para ver que os indíviduos que compõem o Supremo Tribunal dos EUA obedeçam aos requerimentos do Presidente. E, se necessário for, mudaremos, alteraremos ou obliteraremos a Constituição atual a fim de que o Presidente possa forçar o seu, ou melhor, o nosso programa humanitário em todas as fases dos direitos humanos, como foi delineado pelos nossos santos Papas e a Santa Mãe Igreja.”

“Temos elegido nosso nobre Presidente. Temos nossas leis feitas e impostas de acordo com a Santa Sé, e os Papas, e a lei canônica do trono papal. Nossa estrutura social inteira precisa ser reconstruída nestas bases. Nossas leis educacionais precisam ser construídas com o objetivo de que o ateísmo, o perigo vermelho do totalitarismo, o protestantismo, o comunismo, o socialismo e os demais desta natureza e cunho, sejam finalmente lançados fora desta bela terra.”

(La Aurora Magazine, Italian Baptist Publishing Association, Philadelphia, PA)

“Entre os pecados que requerem maior empenho de penitência e conversão devem certamente ser incluídos os que prejudicaram a unidade querida por Deus para o seu povo”. (João Paulo II, in TMA 34, citado no site www.salesianos.org.br/editora/Boletim-Salesianos/BS993/bs993edi.htm)

Embora apresente ao mundo uma face serena, cobrindo de justificativas para a sua crueldade, todos os princípios formulados pelo papado em épocas passadas existem ainda hoje.

Ninguém deve se iludir. O papado hoje é o mesmo do da Idade Média. Tão logo obtenha a supremacia religiosa novamente, se aliando aos Estados Unidos (segunda besta), estabelecendo este o princípio de que a Igreja pode empregar ou dirigir o poder do Estado, de que as observâncias religiosas podem ser impostas pelas leis seculares, em suma, que a autoridade da Igreja e Estado devem dominar a consciência, e Roma terá assegurado o triunfo novamente.

A Bíblia deu o aviso do perigo iminente. Se este for desatendido, os filhos de Deus saberão quais são os propósitos de Roma apenas quando for tarde demais para escapar da cilada. Ele está silenciosamente crescendo em poder. Suas doutrinas estão a exercer influência junto aos presidentes, nas assembléias legislativas e nos corações dos homens. Tudo que espera é a hora para dar o golpe. Quem quer que creia na Bíblia e a obedeça será perseguido.

Em 1991 o Chefe de Justiça, William Renquist, na Revista Time de 09/12/91, já advogava a tese da união das igrejas e desta com o Estado:

“A parede de separação entre a igreja e o Estado é uma metáfora baseada em uma história hostil, uma metáfora que tem sido provada ineficaz como um guia para julgar. Deveria ser franca e explicitamente abandonada.”

Em 29/03/94, a Associated Press publicou uma artigo que foi reimpresso nos principais jornais do país, a respeito da união entre evangélicos e católicos.

No The Oregonian – “Líderes católicos e evangélicos se comprometem a unir-se para trabalhar a favor dos valores em comum.”

No Time News: “Dois grupos procuram estabelecer vínculos que os unam.”

A seguir, veja fragmentos do que foi veiculado em outros jornais:

“Naquilo que tem sido demonstrado como a declaração histórica, os evangélicos incluindo Pat Robertson e Charles Colson, uniram-se na Terça-feira aos líderes conservadores da Igreja Católica Romana para apoiar os pontos de fé que unem os dois grupos religiosos maiores e mais ativos da política do país.”

“Na última geração tem sido comum trabalharem juntos em assuntos tais como aborto, pornografia, agendas para educação religiosa e oração voluntária nas escolas.”

“Mas os líderes evangélicos frequentemente conciliavam seus membros mais conservadores com a garantia de que a aliança foi apenas para fins práticos. A diferença acerca desta declaração é o esforço para embainhar as espadas teológicas que haviam sido afiadas pelos séculos de conflito, em reconhecimento da fé comum.”

“A declaração não ignora haver diferenças teológicas entre os dois grupos… Tanto aos católicos como aos evangélicos, nos Estados Unidos, Europa Ocidental e América do Sul, diz a declaração, não é apropriado nenhum esforço para converter membros ativos de outra comunidade cristã.”
O que tem trazido as duas comunidades a este ponto, disseram alguns jornais, “tem sido as experiências de adorar (ter culto) juntos no movimento carismático e trabalhar juntos em causas políticas tais como o movimento contra o aborto.”
“Os evangélicos não podem mais considerar os católicos como anti-cristos”, disse Mark Noll, historiador americano.”
“John White, ex Presidente Nacional dos Evangélicos nos EUA, disse que a declaração representa um momento triunfal na vida religiosa norte-americana depois de séculos de suspeitas.”

Em 25 de maio de 1995, o Papa João Paulo II, lançou sua 12a encíclica, UT UNUM SINT, lei para o mundo católico, apelando para a unidade dos cristãos. Leia o texto completo no site do vaticano (www.vatican.va).

Em 31/05/95 o Jornal “O Globo” publicou:

“EM NOVA ENCÍCLICA, PAPA DEFENDE UNIÃO DE CRISTÃOS – O Vaticano divulgou ontem a 12º encíclica do Papa João Paulo II, UT UNUM SINT (Que todos sejam um), dedicada totalmente ao ecumenismo. Nas suas 114 páginas, o Papa afirma que o compromisso da Igreja Católica com a unidade de todos os cristãos é irreversível… Mas o problema mais complicado, a que a encíclica dedica mais de dez parágrafos, é o da primazia do Papa sobre a igreja universal. João Paulo II reconhece que esse é um tema delicado para a maioria dos cristãos, mas lembra que, nos evangelhos, Pedro aparece como chefe e porta-voz do colégio dos apóstolos designados pôr Jesus. Como sucessor de Pedro, o bispo de Roma – isto é, o Papa – deve assegurar a comunhão de todas as igrejas. Ele tem o dever de advertir, alertar, declarar às vezes que uma ou outra opinião são incompatíveis com a unidade da fé; deve falar em nome de todos os bispos e, em determinadas circunstâncias, pode declarar que uma doutrina é fé”

Consequência desta encíclica foi o acordo histórico entre a Igreja Romana e a Igreja Luterana, noticiada no mundo inteiro em 31/10/99. Em matéria da Revista Vinde de Novembro/99, pág. 28, lemos:

“A questão da salvação pela fé já não separa mais católicos e um dos ramos do protestantismo. A doutrina é o centro do acordo firmado no dia 31 do mês passado entre a Igreja de Roma e a Luterana. A Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada em Augsburgo, na Alemanha, cidade onde Martinho Lutero foi interrogado em 1518 e instado a negar suas 95 teses, estabelece que o ensinamento das igrejas luteranas está fora daqueles condenados pelo Concílio de Trento, e que as condenações contidas nos escritos confessionais luteranos não atingem a doutrina católica no que concerne à salvação… O acordo histórico está sendo considerado um dos passos mais importantes em direção ao ecumenismo, movimento que busca superar as divisões entre as igrejas cristãs… Iniciado há mais de um século, o ecumenismo, ao qual os católicos aderiram nos anos 60, é bem aceito entre as denominações históricas, mas visto com reservas, ou mesmo rejeitado, por vários pentecostais…

Em Agosto do ano passado, a Igreja Evangélica Luterana nos Estados Unidos aprovou um pacto de união com a Igreja Episcopal… Há dois anos, os luteranos americanos aprovaram acordos semelhantes com outras denominações, como a Igreja Presbiteriana, a Igreja Reformada na América e Igreja Unida de Cristo.”

E você pensa que esta influência satânica não chegou ao Brasil? A Revista Ultimato, cujos proprietários e editores são da Igreja Presbiteriana, chamados a tomar posição sobre o ecumenismo, embora, graças a Deus, se posicionando contra, fizeram a seguinte declaração:

“Temos conceitos diferentes de alguns cristãos por demais anticatólicos ou por demais ecumênicos… Não os consideramos a Grande Babilônia do Apocalipse, nem a representação do anticristo. Reconhecemos que grande parte da bagagem que eles tem é igual à nossa.” (em Ecumenismo – a posição da Revista Ultimato, no site www.ultimato.com.br/Ult260)

E visualizamos isto mais facilmente quando percebemos que a vontade de Deus é que Seu povo não se conforme à imagem da besta, mas à imagem de Jesus:

(Romanos 8:29) –

 “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

(II Coríntios 3:18) –

 “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”

Existe ainda outra observação a fazer.

A linguagem do v. 15 muito se parece com a de Gn 2:7. Veja só, aqui a profecia diz que o Império Americano, além de dizer àqueles sob os quais reina que se tornem imagem do Papado, também diz que esta nação dará fôlego à imagem.

Já em Gênesis, temos:

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”

E Jó 33:4, completa:

“O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.”

Isto parece significar que assim como o sopro de Deus nos deu vida, este Império dará vida à imagem da besta.

Já percebeu que a maioria das heresias que tem entrado hoje na Igreja vem dos EUA? Parece que esta nação vai dar vida à Igreja para que esta, com um falso avivamento, se transforme na imagem da besta.

Lembre-se que imagem é algo que se parece com, mas não é.

Esse poder vai colocar toda a sua força a serviço da Primeira Besta. Conformar-se ao seu modo de vida significa conformar-se ao modo de vida difundido pelo Papado.

A declaração de que a besta de dois chifres faz com “que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, também parece indicar que a autoridade desta nação será exercida impondo ao mundo alguma observância que constituirá ato de homenagem ao Papado.

O SINAL DA BESTA

Nos versículos 16 e 17 de Apocalipse 13, a profecia diz que a segunda besta fará com que em todos seja posto um sinal na sua mão direita ou na testa, para que não possam comprar ou vender os que não tiverem esta marca.

Não temos como saber que sinal é este. O que importa neste momento é entender que seja qual for esta marca, física ou espiritual, visível ou invisível, seu objetivo é assinalar os que serão livres para comprar e vender.

Hoje vemos muitos falando em código de barras, documentos de identidade civil colocados debaixo da pele, etc. Dizer que serão a marca da besta é mera especulação. Por enquanto, são apenas tecnologias utilizadas para diversos fins.

A utilização da Chave me faz acreditar que o referido sinal está muito mais ligado a marca de propriedade, insígnia que sinaliza quem tem sobre nós autoridade: Deus, ou Satanás.

Somos propriedade de Deus, ou de Satanás? Somos cidadãos do reino de Deus, ou do reino de Satanás?

Continua: O que significa ser participante do reino da Segunda Besta

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