5 – O retorno ao primeiro amor

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Continuando nossa caminhada pelas cartas endereçadas às Igrejas, encontramos a primeira advertência endereçada à Efeso:

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4)

Sabe aquele amor fervoroso que uma pessoa tem no início da vida cristã? Penso que é disto que este texto está falando.

Quando a graça alcança uma pessoa, ela ganha uma alegria tal que nada, nem ninguém, consegue removê-la daquele estado! É com fundamento nesta alegria, nesta “empolgação”, que as outras pessoas se convencem de que agora aquela pessoa está mudada, dá um novo testemunho, porque esta alegria de ser de Cristo e de servir a Cristo transborda!

Resultado disto é que normalmente as pessoas produzem muito fruto no início da vida cristã. As suas obras são maiores no começo (lembra que as obras são nossas ações ou omissões, conscientes ou inconscientes, são os nossos frutos?)

Éfeso começou bem, mas em algum ponto de sua caminhada perdeu o primeiro amor, suas obras passaram a não agradar a Deus, seus frutos diminuíram.

Tiatira fez o caminho inverso:

“Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.” (Apocalipse 2:19)

Tiatira melhorou com o passar do tempo. Ela foi crescendo no conhecimento de Deus até atingir a maturidade cristã. Este caminho é o ideal, o mais sadio, porque nele o amor vai se aperfeiçoando até que os frutos passam a ser produzidos com constância.

Para Éfeso veio a exortação e o conselho:

“Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres.” (Apocalipse 2:5)

Para Tiatira, a confirmação de que estava no caminho certo:

“… o que tendes, retende-o até que eu venha. Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações,“ (Apocalipse 2:25-26)

É necessário avaliar se caímos nisto. Lembrar do ponto em que deixamos o amor esmorecer e voltar a praticar as primeiras obras, para que a luz de Cristo não se apague em nós.

Com amor,

Luciane

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